O negócio é o seguinte: quem é craque, é craque! Não se menospreza um craque, mesmo que fora de forma. Podem falar que está gordo, que está fora de forma, que está bichado, mas não menosprezem, porque, não, a natureza NÃO marca ;-)
Já vi isso na volta de Zico ao Mengo, depois das contusões no joelho, quando logo na reestréia, depois de ouvir a torcida pó de arroz gritar "bichado" em coro, meteu 3. Já vi isso na volta do próprio Ronaldo à Seleção, depois da séria contusão no joelho, acima do peso, teve sua convocação para a copa de 2002 duramente criticada, mas foi e fez TODA a diferença. Até o eterno Rei, foi chamado de velho, cego, ao ser convocado para a copa de 70, é mole?!
Confesso que eu mesmo fiquei ironizando o peso dele, depois da traição à Nação Rubro-Negra, mas não dá pra negar, o cara é o cara! Sempre quis que ele fosse para o Flamengo, mesmo acima do peso. Hoje estaria fazendo uma tremenda diferença naquele ataque que não sabe fazer gols...
Outro dia eu estava assistindo a uma partida de futebol de areia e, num determinado momento do jogo, o locutor chamou a atenção para o fato de o Brasil "jogar bonito" mesmo sem os jogadores ficarem fazendo firula. Óóóóó!
Então eu me toquei que esta e outras tantas figuras que acham que sabem do que estão falando, que acham que sabem o que é futebol arte, ou que já se esqueceram o que é isso, não fazem a menor idéia do que significa Futebol Arte. Para essas pessoas, pobres infelizes que não conviveram (ou se esqueceram) com o futebol jogado no Brasil até a década de 80, futebol arte é fazer firulas com a bola, são as pedaladas, os dribles da foca, as milhões de embaixadinhas na frente do adversário, os chapéus em série.
NÃO, o Futebol Arte não tem a ver com exibicionismos pessoais. Que eu me lembre, o único que teve o direito garantido pelos deuses do futebol para fazer firula foi o Garrincha, porque era puro, era gênio, era divino. O Futebol Arte tem a ver com jogo de equipe, com conhecer e respeitar o companheiro, saber como ele pensa, com saber o que fazer com a bola assim que ela lhe chega aos pés sem precisar dar chutões ou espancar alguém. Tem a ver com os toques precisos de primeira, com as tabelinhas envolventes que deixam as defesas adversárias a ver navios, com os passes milimétricos que deixam o centro avante (um que saiba fazer gols) na cara do gol. O Futebol Arte tem a ver com o improviso objetivo e, sim, claro, também com um chapéu aplicado na hora certa, quando necessário, com um drible desconcertante com o objetivo único de chegar ao gol ou passar a bola adiante para quem possa chegar lá. Tem a ver, principalmente e necessariamente, com amar ou pelo menos honrar a camisa que se veste.
Se você assistir a um dos jogos da Seleção Brasileira que disputou a copa de 82, por exemplo, vai entender o que eu estou falando. Você não vai encontrar lá nenhuma pedalada, nenhuma firula, nem me lembro de um chapéu que tenha sido aplicado. Mas você vai ver uma das mais puras amostras do Futebol Arte brasileiro, vai ver lances sensacionais, geniais, tabelas, toques de primeira e precisos. Vai ver uma Equipe (com 'E' maiúsculo) de craques que tinham exata noção do que estavam fazendo ali, que era representando 120 milhões de brasileiros sedentos por show de bola.
Não, realmente aquela seleção não conquistou a Copa, mas eu não trocaria, hoje, assistir a um jogo daqueles caras por nenhum dos mercenários atuais. NENHUM!
E por falar em Seleção Brasileira de 1982, ela está virando time de botão do Zamorim ;-)
A emoção do gol está muito lidada ao torcedor e à situação da partida.
No meu caso, o gol mais emocionante ao qual assisti, aquele em que gritei
e pulei mais, foi o golaço de falta do Pet na final do carioca de 2001.
Sensacional!
Não foi o título mais importante do Mengão, também não foi mais importante
que um gol de título mundial do Brasil, mas a situação de todo o torneio,
dos últimos resultados do vascaiu sobre o Mengo o fez ser mais que especial,
mais que emocionante. Um gol para se rever sempre, para sempre.
Mas aí eu me lembrei de outro golaço, que poderia hoje ser lembrado como muito mais especial, e escrevi assim:
Ah, peraí, mais emocionante ainda que o gol do Pet, foi o 2º gol do Brasil,
marcado pelo Falcão no jogo contra a Itália pelo Mundial de 82.
Quase morri de tanto gritar!
Naquele jogo angustiante, aquele gol significava, naquele momento, a classificação
do Brasil para as semi finais do mundial. Ninguém, naquele momento, poderia
imaginar que a defesa brasileira falharia novamente e que o bostinha do Paolo
Rossi fosse conseguir fazer mais um gol.
A comemoração do Falcão, com as veias do pescoço quase pulando pra fora de
tanto gritar, mostrava muito bem o que significava, ou poderia ter significado,
aquele gol.
Há pouco menos de 2 anos, falei aqui sobre a adaptação de Speed Racer para o cinema e comentei que esperava que fossem fiéis ao desenho original. Bem, o filme foi lançado e, claro, eu não fui ver no cinema. Ouvi muitas pessoas dizendo que era ruim, que não valia a pena, etc, etc.
Acontece que no natal deste ano Papai Noel foi muito bonzinho com minhas filhotas e deixou na árvore uma Play Station, junto com alguns jogos que incluíam um Speed Racer. Este, escolhido a dedo para o papai aqui. Eu me amarrei no jogo e as meninas também. Contei sobre o desenho e que tinham filmado e, passando na locadora, uma delas comentou se não levaríamos o "Speed" para assistir. Juntou a fome com a vontade de comer :-)
Assisti e não me arrependi. Quer dizer, me arrependi de não ter ido ver no cinema. Gostei muito! Foram super fiéis ao desenho animado, todos os personagens muito bem caracterizados, a musiquinha estava lá, o pscicodelismo também e até o pão com geléia tão apreciado principalmente pelo Gorducho e seu fiel escudeiro Zequinha. SHOW!
Os únicos detalhes que não foram fiéis aos desenhos foram as pistas modernosas estilo Hot Wheels e os carros tão modernosos quanto, incluindo o Mach 6. Mesmo assim, ainda houve uma corrida no deserto com o Mach 5, com todos os equipamentos aos quais tinha direito. Aliás, a parceria Speed Racer / Hot Wheels é perfeita, onde todos ganham, incluindo eu, que pude finalmente comprar meu próprio Mach 5 :-) Tá lindão, junto com minha nova e crescente coleção de "carrinhos de ferro"!
A partir de hoje, com a entrada em vigor da nova revisão gramatical da língua portuguesa, eu me torno oficialmente um velho decrépito, antiquado, que "ainda" usa uma tal de trema. Não que eu seja um exemplo na escrita da língua, mas com algumas coisas vai ser bem difícil eu me acostumar.
Sinceramente? Começou tudo errado! Como é que você coloca uma cantora lírica pra cantar um hino nacional antes de uma partida de futebol? Pode ser lindo, mas é uma ducha de água fria em qualquer "guerreiro". Se não era pra tocar o hino em seu ritmo original, que já é forte o suficiente, então coloca em ritmo de samba ou de axé, pra incendiar os ânimos da turma. Enfim...
Ô seleção tosca! O outro grande erro da noite foi da torcida. Não adianta ficar vaiando ou cantando "adeus Dunga". Neste caso, com essa turma, o melhor protesto é a indiferença. O primeiro passo foi dado com o pequeno público, mas se no meio do jogo a torcida simplesmente abandonasse o estádio em silêncio e em massa e deixasse os mercenários jogando sozinhos, em ritmo de treino, imagino que o efeito seria bem, mas bem mais devastador. Aí, talvez, um bocado deles fosse dormir realmente com o que pensar. Enfim...
Não torço contra nunca, mas está cada vez mais difícil torcer a favor. Enfim final...
Ela é Phodda, assim, com "Ph" maiúsculo e com 2 'd's! Nunca tinha visto nada tão emocionante numa Olimpíada! Nunca tinha me emocionado tanto e nem ficado tão satisfeito com uma medalha de ouro para o Brasil. Sensacional!!!
Foi tudo perfeito, as palmas, os socos no ar pra marcar o ritmo, o grito, a corrida de pura força, aquele vôo, a comemoração, o choro generalizado de técnicos, colegas, comentaristas da TV, o choro no pódio. Lindo! Foi um daqueles momentos sublimes do esporte, que ninguém jamais vai poder tirar dela.