Escolhendo o presente da Helô, eu e a Nessa fomos a uma loja de brinquedos apaixonante, a Serelepe. Consegui achar vários brinquedos para mim, mas esse não era o objetivo da visita ;-) Depois de vários brinquedos interessantes, acabamos escolhendo um Diabolo, porque eu queria dar alguma coisa que ela realmente fosse usar muito, que não "gastasse" ou "acabasse" fácil.
Apesar de ser um brinquedo antigo, fui conhecer o nome apenas naquele momento, quando a Nessa disse que ela queria um. O resultado foi que ela adorou, ficou empolgadíssima e eu e a Helena mais ainda :-) A baixinha quase não teve chance, porque o pai e a irmã mais velha queriam ficar "ensinando" tudo pra ela :-) No final, o diabolo ficou tão judiado, entes mesmo dela curtir, que compramos outro pra ela, adiantamos o presente da Helena com outro e eu herdei o "velho". A febre do momento lá em casa :-)
Mas o que eu queria dizer com esse texto é que essa febre do diabolo entre a criançada é mais uma prova de que não existe essa história de que as crianças, hoje, só querem saber de jogos eletrônicos. As crianças continuam se encantando e adorando os brinquedos antigos. Diabolos, futebol de botão, pular corda, andar de bicicleta, a boa e velha bola, de todos os tipos, e tantas outras brincadeiras continuam e continuarão tendo espaço cativo nos gosto da criançada.
Não sei de onde a mídia, que adora bater nessa tecla, tira essa conclusão. Talvez pela força da propaganda das consoles de jogos, que, claro, devem dar muito mais lucro a multinacionais do porte de Sony, Nintendo e outras. Aí os pais mais preguiçosos ou medrosos, embarcam no jogo, já que é muito mais cômodo ter os filhos grudados na frente de uma TV, detonando em controles impossíveis de serem aprendidos por quem tem mais de trinta. Muito mais cômodo, porque eles sempre saberão onde estão seus filhos, na segurança de uma poltrona, até mesmo sem a necessidade da presença de uma outra pessoa para auxiliar no jogo. Não estou dizendo que os jogos eletrônicos não são bacanas. São e são apaixonantes também, muito! Mas criança gosta e precisa correr, pular, gritar, SUAR. É fisiológico ;-)
Quer ver criança brincando "como antigamente" (isso nunca deixou de acontecer)? Dê brinquedos "de antigamente"!
O circuito elétrico do chuveiro estava com problema. O disjuntor mal aguentava um banho completo e caia. Aí eu disse pras meninas serem rápidas no banho, porque senão o disjuntor poderia cair e a água ficar fria:
- Ai, papai, eu acho que não vou tomar banho, não!
- Pode tomar, meu amor, se o disjuntor cair eu ligo de novo.
- Mas papai esse "disjuntor" vai cair na nossa cabeça, é???
Então, tá, quem tem obrigação de saber que "cair" é a mesma coisa que "desligar", né? Por que os adultos têm que complicar tudo? :-) 15:27 |
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Segunda-feira, Janeiro 28, 2008
Três Pontes
Foto da Andréa Aiko que mostra as três pontes do Lago Paranoá, em Brasília. A primeira, mais em baixo, é a Ponte JK, também conhecida como "Ponte dos Remédios". Mais acima, seguindo o lago, a Ponte Costa e Silva, mais conhecida pelos meus contemporâneos como "Ponte Nova". E lá longe, mais acima, a Ponte das Garças, mais conhecida (também pelos meus contemporâneos) como "Ponte Velha". Inadmissível que a molecada mais nova não saiba do que estamos falando quando nos referimos às pontes "Nova" e "Velha". Me recuso a aceitar que estou ficando velho ;-)
Estava lendo um artigo no Terra Esportes, que fala sobre a crítica de Luxemburgo ao êxodo precoce dos jogadores de futebol brasileiros para a Europa. Segundo ele, nossos jogadores estão sendo preparados para o futebol europeu, não para o brasileiro. Isso eu já tinha percebido há muito tempo! O Brasil não está mais gerando craques brasileiros, mas craques europeus. Isso gera anomalias como termos na nossa seleção jogadores que nunca jogaram profissionalmente em gramados brasileiros, que não têm nenhuma identificação com a nossa torcida. Chegamos a ter anomalias como ter um Wagner Love - que nem craque é, mas é europeu - como centro avante de uma Seleção Brasileira. Absurdo!
Mas o que me preocupa é a visão de imbecis como o Parreira, que me solta essa:
"Eu acho importante os nossos jogadores saírem para ganhar experiência de tática e de jogo coletivo. Quando eles voltam, voltam muito mais fortes do que quando saíram"
Em primeiro lugar, os craques NUNCA voltam. Quando voltam, já estão velhos e gordos. Em segundo lugar, o Brasil SEMPRE foi o maior formador de craques do mundo. Nós não precisamos da experiência do futebol europeu para vencermos as nossas 4 primeiras copas (e sem essa de que os tempos eram outros) e, com certeza, também não precisaríamos para vencermos a copa de 2002. Nosso campeonato nacional é um dos mais fortes do mundo, se não o mais forte. Enquanto países como Itália e Espanha têm 2 ou três times em condições de disputar o título, nós temos uma dezena, pelo menos. Se quiser uma comparação, basta ver os últimos resultados dos mundiais interclubes. Eles esperneiam dizendo que o formato da disputa foi feito para os times da América do Sul vencerem, mas a verdade é que mesmo com toda a estrutura do futebol deles, nós ainda temos a melhor "alma" para este esporte.
Só que se continuar assim, se continuarmos com imbecis como o Parreira dando pitaco, em poucos anos ficaremos sem craques brasileiros de futebol. Serão todos jogadores europeus nascidos no Brasil. Se bobear, vamos ter na seleção brasileira jogadores que nem falarão português. Toc, toc, toc...
Sempre fui a favor de deixar as crianças se aventurarem e correrem os riscos dessas aventuras, desde que não sejam exagerados, claro, e sempre alertadas e instruídas sobre os "perigos do mundo". O complicado é colocar isso em prática ;-) Vendo as filhotas apostando corrida de bicicleta, subindo e descendo do meio-fio, dá um medão! Lembro das merdas que eu mesmo fazia quando moleque e ainda me admiro de ter sobrevivido. E olha que eu era medroso ;-)
A Helô (7 anos) outro dia levou um tombão de patinete e ficou com o queixo roxo. Não quis dizer o que estava fazendo. "Tava só andando". No dia seguinte, levou um tombo de bicicleta e bateu a cabeça no chão. Fez um drama danado, mas no dia seguinte, já estava apostando corrida e pulando do meio-fio.
E quem protege os pais e seus pobres e judiados corações???
A Hanna, amiga antiga, patinadora e artista multimídia, trabalha em um projeto bacana da UnB, produzindo vídeos que retratam situações reais do nosso dia-a-dia e depois questionam o público sobre ética, justiça e outras questões.
O vídeo aí em cima é sobre um acidente de trânsito causado por um buraco. Então, quem é o culpado, o governo ou o motorista? O governo deve ou não deve pagar? É possível? Bacana!
Belíssimas imagens da vitória do mais querido, Mengão, sobre o Grêmio no Maraca, tiradas pelo Frederico Mendes. Maravilha também a seqüência sobre os Geraldinhos! O cara é craque!
Lendo os comentários sobre as fotos, o Dr Ocio dizendo que "o Flamengo só esteve lá em baixo quando estava com 5 jogos a menos e só tinha jogado fora de casa" (sempre disse isso), me lembro do tamanho da torcida contra e dos contra. Usava meu manto sagrado mesmo quando estávamos em último e tinha que ouvir piadinhas tipo "veja a tabela de cabeça pra baixo" e "tira isso, tá doido". Agora, apenas por continuar usando o manto sagrado, tenho que ouvir piadinhas do tipo "ah, tá tirando as teias de aranha" e "é só ganhar uns joguinhos que já fica todo feliz". Tsc, tsc. Dor de cotovelo é lasca! Os caras ainda não entenderam que uma vez Flamengo, sempre Flamengo. Na alegria e na tristeza ;-)
E por falar nisso, meu Legião F.C. termina a disputa da segunda divisão candanga com 100% de aproveitamento. Foram 8 vitórias em 8 jogos, com 22 gols marcados e apenas 1 sofrido. A primeira divisão no ano que vem vai ser boa :-) O Brasil que os aguarde ;-)
Quem diria que um dia eu me veria acompanhando a segunda divisão do futebol de Brasília?! Tenho até um novo "time do coração", o Legião F.C., time novo, que venceu a terceirona do DF em sua estréia, ano passado, e que já está classificado para a primeirona, com 100% de aproveitamento a três rodadas do final.
Desde que o Gama se classificou e disputou com ótimos resultados a primeira divisão do Brasileirão, em 1999, passei a acompanhar mais de perto o futebol daqui, que teve um grande crescimento. O Gama, desde então, tem a minha simpatia e minha torcida incondicional. Já cometi até a heresia de assistir a um Gama x Mengo no Mané Garrincha, vestindo o Manto Sagrado, mas torcendo para o Periquito :-) Às vezes, o bairrismo bate mais forte ;-) Depois foi o Brasiliense, que foi vice-campeão da Copa do Brasil em 2002, só não levando o título por conta da ajuda incondicional dos juízes ao Corinthians. Apesar do time ser do estrupício do senador cassado, ainda tem a minha torcida, afinal é daqui. E qual é o time que não tem um "malandro" no comando, não é mesmo?!
Mas foi com meu envolvimento com o futebol de mesa, que eu passei realmente a acompanhar o futebol daqui, desde a terceira divisão. Nas minhas pesquisas para montagem de times, acabei conhecendo um pouco mais da história dos clubes e encontrando o Legião F.C., na época disputando ainda a terceira divisão do DF. Meu primeiro time "oficial", para jogar federado na modalidade 3 toques, foi o Manto Sagrado, com a escalação da seleção de todos os tempos do Mengo. Depois, para jogar na modalidade Dadinho 9x3, montei o Periquito Verde, com a escalação que adiou o 1000º gol do Romário e, de quebra, tirou o Vasco da Copa do Brasil de 2007. Para a temporada de 2008 no Dadinho, acompanhando a ascensão dos Leões para a primeirona, já estou preparando os Leões do Cerrado. Mas por enquanto, o Periquito Verde vai subindo de produção, acompanhando a acensão do time inspirador, na luta para voltar à primeirona do Brasileirão ;-)
É realmente bom ter times locais para torcer! Nós de Brasília crescemos tendo times do Rio, nossos "colonizadores", como times do coração. Talvez isso comece a mudar agora...